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FISPQS das Principais Pragas

Barata
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Cuidado, Dona Barata é Perigosa
 
                                                              
O controle de pragas, tal como é conhecido hoje, não tem mais do que 30 anos de existência. No Brasil, essa atividade passou a atrair  a atenção há cerca de 20 anos, quando as primeiras companhias especializadas iniciram suas atividades.
Dentre as pragas controladas, a BARATA ocupa hoje um lugar de destaque. Encontrada em diversas espécies, ela prolifera nos mais diversos ambientes, tornando o seu controle um desafio que requer conhecimento e experiência.
Espécies e hábitos:  
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Dentre as de maior importância e incidência, destacamos duas espécies principais: a BLATTELLA GERMANICA e a PERIPLANETS AMERICANA. A Blattella Germanica é pequena, medindo cerca de 10 a 15 mm de  comprimento, e se localiza preferencialmente em áreas úmidas e quentes. Cozinhas e restaurantes oferecem estas condições necessárias à sua sobrevivência e prolieração.
O Periplaneta Americana é de todas as espécies freqüencia, a de maior proporção. Mede de 28 a 44 mm de comprimento e é encontrada  com muita freqüencia  em esgôstos, onde o calor e a umidade são favoráveis ao seu desenvolvimento.
A barata pode viver vários dias sem se alimentar, porém nunca sem água, daí ser encontrada com freqüencia em áreas de manipulação de alimentos, assim como em sanitários. A simples condensação de vapor em cozinhas é suficiente como fonte de água para sua sobrevivência.
Também necessitam de calor, de preferência em temperaturas que variam de 24 a 33ºC. Os equipamento usados em cozinhas, tais como fogões,refrigeradores, bem como tubulações de vapor, servem de abrigo e aceleram o amadurecimento dos ovos, onde se constatam altos índices de proliferação.
As baratas e as doenças  
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A barata tem sido considerada como vetor e transmissor de diversas doenças ao homem. Em 1948 e 1950, cientistas americanos desenvolveram pesquisas de laboratório que determinam que as baratas abrigam micro organismos do gênero Salmonellaque ficam depositados nos lugares onde as baratas costumam passar, tais como copos, talheres e alimentos, através das fezes, onde permanecem vivos por semanas. Em 1947, Moiser constatou a presença do bacilo da lepra em fezes de baratas, concluindo ser este inseto um de seus transmissores. Num estudo de seis anos (1956-1962), Tarshis descobriu uma forte relação entre baratas e a hapatite infecciosa. O estudo envolveu uma área habitada por 2.800 pessoas. Em 95% das habitações havia baratas e o surto de hepatite decresceu à medida em que o contrôle de baratas nestas áreas foi intensificado.
Em 1969, Rueger e Olsom relatam: "Quando colocamos fezes de Periplaneta Americana contaminadas com Salmonella oranienburg em comida e copos, observamos que estas bactérias sobrevivem em flocos de milho por 3,5 anos; em biscoitos, por 4,25 anos em um copos por 3,67 anos. Colocamos camundongos em contato por um minuto  com fezes de baratas contaminadas e os animais adquiriram os organismos Salmonella em apenas um dia. Mais tarde, em 1979,  M. Steak provou que as baratas podem abrigar internamente organismos dos gêneros Proteus, Klebsiella, Shigella e Salmonella.

A associação das baratas com lixo, esgôtos e material em decomposição, as coloca em contato direto com colônias de bactérias, trazendo como conseqüência sérios riscos de contaminação e doenças ao homem.
Controle  
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Partido do princípio de que a barata é um fator em potencial na transmissão de diversas doenças ao homem, principalmente através da contaminação de alimentos, concluímos a necessidade de um controle permanente para evitarmos esses riscos.
O profissional de controle de pragas (PCO) parte da identificação das espécies infestantes, pois o conhecimento dos seus hábitos é imprescindível  no plano de combate.
Os produtos químicos aplicados geralmente sofrem a ação do meio ambiente. A variação na temperatura, o grau de unidade, a remoção dos resíduos de inseticidas com sabões e detergentes são fatores que determinam a freqüência  do tratamento estipulado para uma determinada área, ou seja, quanto mais freqüentes forem estes fatores, tanto mais constantes deverão ser as aplicações. Em linhas gerais, os inseticidas usados dividem-se em residuais e não residuais ação (Knock Down), e o uso deve ser acompanhado de normas rígidas de segurança a fim de que, ao invés de eliminar insetos, se crie um problema muito mais grave que é a contaminação de alimentos e a conseqüente intoxicação de pessoas ou animais.
Nas cidades, o grande problema de baratas origina-se da rede de esgôtos. Nas fábricas, este problema é sentido com intensidade, pois as baratas saem dos ralos, provenientes das redes, e invadem inclusive áreas de fabricação e manipulação de alimentos, medicamentos, causando a perda de uma grande quantidade de material por contaminação.

Já existem um processo para o tratamento destas áreas (processo NEBULIST) consistindo na aplicação de uma neblina sêca e tóxica que elimina os focos na sua origem. Com a utilização deste processo, atinge-se o foco principal, reduzindo-se o grau de infestação de toda a fábrica.
A variedade de equipamentos de aplicação de inseticidas contribui para a conclusão de um serviço bem feito. Por exemplo, há aparelhos apropriados para escritórios, áreas carpetadas e residência, cuja névoa fina aplicada evita o acúmulo incômodo de inseticidaa nas superfícies. Para o tratamento de frestas e cavidades onde se alojam as baratas, utiliza-se um aparelho que dispersa uma quantidade maior de inseticida; fôrros, áreas rudes e canaletas de cabos são tratados com outro equipamento, cuja utilização inibe o risco de curto circuito que pode ser provocado ao utilizarmos um processo inadequado, como por exemplo, o inseticida aspergido na sua forma líquida.
Em resumo, para cada local, um tratamento distinto, que inclui produtos e equipamentos diferentes faz-se necessário. O importante é investigar os problemas de pragas de uma determinada área e implantar um programa econômico e viável, mas que antes de tudo vá de encontro as necessidades da empresa. 
12/6/2002

 

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