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CASOS DE FEBRE AMARELA AUMENTAM 91% EM TRES MESES NO RJ

 Só em março, os números subiram mais de 90%; já são 72 mortes causadas pela doença no Estado

 

 Casos de febre amarela chegam a 197 em três meses


Apesar das campanhas de vacinação iniciadas no meio do ano passado e intensificadas a partir de janeiro, os casos de febre amarela no Estado não param de crescer. De janeiro até o começo de abril deste ano, os casos passaram de cinco para 197. Somente no mês de março, os casos aumentaram em 91%. Até o momento, 72 duas pessoas morreram no Rio por conta da doença.


 

 Para o infectologista, professor da Faculdade de Medicina da UFMS (Universidade Federal de Mato Grosso do Sul) e pesquisador da Fiocruz (Fundação Oswaldo Cruz), Rivaldo Venâncio, os números são consequência de fatores como baixa cobertura vacinal e o calor e alta umidade do ar presentes no verão – que aumentam a atividade dos mosquitos.


"Se nós tivessemos 100% da população vacinada, isso não aconteceria. Existe uma justificativa histórica, que é o fato de o Rio não fazer parte, até pouco tempo, da área de recomendação, por não estar em uma área de risco. Eram pouquíssimos casos na região, não havia um risco tão grande quanto está acontecendo agora. Isso só mudou partir da alteração do padrão epidemiológico, com a chegada da doença com essa grande intensidade na região Sudeste, desde metade do ano passado. Só que esse ano voltou com intensidade maior. É a continuidade de um processo que aconteceu em 2017", afirma. 


O pesquisador explica que os casos de febre amarela que vêm crescendo são do tipo silvestre. Os mosquitos Haemagogus e Sabethes são os principais vetores da doença, não costumam se afastar das áreas de floresta e têm como principal alvo os macacos. Venâncio destaca que o "homem entra acidentalmente nesse ciclo".


A principal maneira de combate à doença é a prevenção. Desde julho do ano passado, a Secretaria de Saúde do Estado vem promovendo campanhas de vacinação. Por determinação do Ministério da Saúde, doses fracionadas – que servem para vacinar cinco pessoas e têm validade de oito anos – vêm sendo aplicadas na capital e em cidades da Região Metropolitana.


De acordo com a Secretaria de Saúde do Estado, 11 milhões de doses foram aplicadas no Rio desde o início da campanha, em julho de 2017. O público alvo da campanha é de 14 milhões, ou seja, 78,6% do total esperado já foi vacinado. Venâncio destaca a eficácia de aproximadamente 98% da vacina e o fato de o Brasil ser referência mundial na produção, que acontece desde a década de 1930. O pesquisador acredita que parte da população não procura os postos por medo de rumores, por falta de tempo ou de atitude proativa, mas reafirma a segurança do material e a importância de estar imunizado contra a doença. 


Além de a vacina proteger contra a febre amarela silvestre, Rivaldo Venâncio explica que ela também evita o tipo urbano da doença, quando o vírus "é mantido pelo Aedes aegypti e chega ao homem não por acidente". O infectologista destaca que não há esse ciclo, por enquanto, mas que não é impossível ocorrer. Neste caso específico – que não acontece no Brasil desde 1942 –, o vírus chega até o mosquito através de um humano infectado.


Fonte: http://www.destakjornal.com.br


 
9/4/2018

 

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